TECNOLOGIAS ASSISTIVAS:
DESENVOLVENDO AS POTENCIALIDADES DAS PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
Jamine Emmanuelle. Henning , Rodrigo Rocha Ribeiro de Souza
1Rua Campos Salles, 440 – Vila Ferroviária – Mafra/SC – 89300-000
47 3643-6062, interativamafra@terra.com.br
2Rua João Scucato, 176 – Barreirinha – Curitiba/PR – 82710-230
41 3027-3086, ruoderik@yahoo.com.br
Resumo
Tecnologias Assistivas: desenvolvendo as potencialidades das pessoas com necessidades educativas especiais
Jamine Emmanuelle. Henning
Rua Campos Salles, 440 – Vila Ferroviária – Mafra/SC – 89300-000
47 3643-6062, interativamafra@terra.com.br
Rodrigo Rocha Ribeiro de Souza
Rua João Scucato, 176 – Barreirinha – Curitiba/PR – 82710-230
41 3027-3086, ruoderik@yahoo.com.br
A Educação Especial é uma das áreas da Educação que mais pode ser beneficiada com os avanços tecnológicos, sobretudo no que diz respeito as TICs, utilizadas como Tecnologias Assistivas. Essas tecnologias - produtos, metodologias, ou técnicas - permitem desvelar as potencialidades latentes de alunos com necessidades especiais, atenuando suas limitações. Essas pessoas possuem potencialidades que precisam ser catalisadas com propostas desafiadoras de comunicação, intervenção, ensino e interação social na busca do seu desenvolvimento pleno. O processo de inclusão faz-se necessário, especialmente no que diz respeito ao mundo do trabalho, onde as PNEEs devem conquistar seus direitos de cidadãos. As Tecnologias Assistivas podem oferece tal condição, quando desenvolvidas por educadores bem preparados, dispondo mais equidade e atenuando a discriminação existente e persistente na sociedade. É de suma importância o reconhecimento das tecnologias assistivas - com metodologias e instrumentos diversificados - na produção do conhecimento, no processo de inclusão das PNEEs para uma educação de qualidade. É, pois, necessária uma formação de professores e técnicos para a Educação Especial que conheça o que são tecnologias assistivas e o que é inclusão social de fato, pois o uso de meios potencializadores podem abrandar as limitações geradas pela deficiência. Alunos com necessidades educativas especiais precisam de pró-atividade para que todos os meios disponíveis os impulsionem para constantes realizações.
Palavras-chave: necessidades educativas especiais, inclusão social, tecnologias assistivas.
Apresentação: Pôster
1. Introdução
A educação é, historicamente percebida como um dos caminhos apontados para a transformação da sociedade, e os avanços tecnológicos têm se mostrado cada vez mais freqüentes dentro da prática pedagógica.
Atualmente, a popularização do computador, da Internet, das salas multimeios , laboratórios e das salas-ambiente nas escolas vêm configurando-se como meios poderosos no processo de ensino-aprendizagem. Da mesma forma que as TICs utilizadas como tecnologias assistivas se apresentam como uma nova alternativa para a inclusão social e escolar das PNEEs e pessoas com deficiência.
Contudo, esses meios não podem ser utilizados sem distinção de uso quanto aos fundamentos cívicos, filosóficos e psicopedagógicos que os orientam, convertendo-se num fim em si mesmo, um modismo pedagógico e tecnológico.
Ter acesso ao conhecimento e à educação de qualidade é usufruir um dos aspectos da cidadania. As tecnologias assistivas aliadas ao ensino crítico e a formação competente de professores, na educação especial, ajudam a suprir uma lacuna extensa de conhecimento e de respeito perante as PNEEs , numa sociedade que rotula o perfil ideal (necessário) para dela se fazer parte, e suprir seus interesses.
O processo de inclusão faz-se necessário, especialmente no que diz respeito ao mundo do trabalho, onde estes indivíduos possam se inserir e vivenciar seus deveres e seus direitos como cidadãos participativos. As tecnologias assistivas são exemplos que podem proporcionar esse fator de eqüidade, permitindo desenvolver as potencialidades das PNEEs e atenuando a discriminação existente que provoca algumas restrições no meio familiar, pessoal, escolar e social. Cortelazzo chama a atenção para a necessidade de se desenvolver espaço para que o uso dessas tecnologias possa ser otimizado:
É importante ter-se como ponto de chegada, um cenário na Sociedade do Conhecimento que possibilite uma atenção adequada aos vários aspectos da integração dos portadores de necessidades especiais na sociedade e que tenha como foco a autonomia que poderá ser otimizada pelo desenvolvimento de capacidades viabilizadas pela utilização de diferentes tecnologias [1].
Diante disso, as evidências levam a crer que os processos e as práticas pedagógicas que ocorrem na escola, especial ou não, poderão ser reestruturados, com base na preparação dos profissionais envolvidos e adequadamente para a utilização das Tecnologias Assistivas. Nesta perspectiva, a produção social da escola especial poderá ser catalisada pelo acesso a essas tecnologias, visualizando-se a escola como um local de potencialização do conhecimento e do saber socialmente disponíveis, portanto um convite para rever as tradicionais teorias pedagógico-sociais e implementar uma proposta alternativa de reflexão e atuação perante a diversidade humana.
2. Preparando as PNEEs para inclusão na sociedade
Ilusoriamente, muitos profissionais têm uma visão restritiva das habilidades e competências de uma PNEE, principalmente no que diz respeito à deficiência mental. Constantemente, devido a nossa formação equivocada e nossas concepções prévias quanto à capacidade de realização destas pessoas, não nos apercebemos que elas são dotadas de muitas possibilidades, de um acúmulo de pequenos conhecimentos latentes prontos para serem externados.
A consciência de que existem outras possibilidades de se comunicar, de se aprender, de se expressar, enfim, de viver..., combinadas com a liberdade de explorar e descobrir novas fronteiras dentro de si mesmo, cria uma grande oportunidade de expansão do potencial de cada um.
Confiante de seu potencial, essa PNEE seguramente manifestará essas capacidades latentes: capacidade de agir, em vez de simplesmente reagir; Capacidade de fazer escolhas e mudanças, apesar das suas limitações.
A partir de tecnologias que visam ir além das dificuldades, das pessoas com necessidades especiais, podemos ajudá-las com produtos, técnicas ou metodologias que permitam a ampliação de sua autonomia, independência e interação social.
Entendemos que o sentido principal da educação crítica ganhou a orientação de ensinar a aprender e a conhecer contextualmente, promovendo a aquisição de competências além da aquisição de dados, capacitando, assim, para a criatividade, para a autonomia e para uma vida de trabalho e de cidadania.
Porém, as tecnologias assistivas estão sendo utilizadas adequadamente no processo de ensino/aprendizagem. Seus professores estão capacitados e preparados realmente para fazerem uma superação e revalorização das velhas práticas pedagógicas? Os professores estão familiarizados com a pedagogia construcionista para estimular uma maior participação dos PNEEs na sociedade e no mercado de trabalho?
Com a união de dois projetos de dissertação no Mestrado em Educação , os autores estão procurando catalisar suas pesquisas, propondo-se a investigar a atuação de professores em Escolas Especiais frente às novas tecnologias, desenvolvendo um trabalho colaborativo em busca da inclusão social e laboral para os portadores de deficiência mental.
Estas duas pesquisas procuram descrever o estado da arte para poder responder suas perguntas e alcançar os objetivos. Trabalham, ainda com a pesquisa colaborativa envolvendo os professores que se tornam voluntários para investigar a própria prática. Estas pesquisas objetivam ainda investigar se a utilização das tecnologias assistivas aliada a bases pedagógicas sólidas, otimiza progressivamente o desenvolvimento do aluno com necessidades educativas especiais em seu processo de ensino-aprendizagem; inferir a atuação dos professores frente às tecnologias assistivas e a forma de utilização das mesmas no fomento da inserção social e laboral. Pretendem, também, verificar se os alunos portadores de deficiência mental , no contexto das TICs, apresentam uma diferença de aprendizagem significativamente distinta dos demais alunos que não as usam.
3. Resultados esperados
A afirmação de Maria Tereza Mantoan exprime nossas expectativas quanto aos resultados esperados em nossas pesquisas:
“Dificilmente se associa à existência dos computadores na escola à idéia de co-criação do conhecimento, interdisciplinaridade, aprendizagem colaborativa, ampliação de comunicação e expressão entre aprendizes e professores, vivências intra e interescolares, que implicam a multiplicidade de pontos de vista e o intercâmbio de idéias diante de um mesmo tema ou a resolução de problemas pela troca de soluções possíveis e escolhas compartilhadas” [2].
Esperamos assim, que o corpo docente e discente das Escolas de Educação Especial onde realizamos nossas pesquisas estejam sempre abertos para experimentar formas diferentes de atuação, com o professor sendo o mediador e não o centro do processo de ensino-aprendizagem, utilizando os conhecimentos dos alunos num espírito colaborativo, uns ajudando aos outros, trocando experiências e informações, refletindo, e discutindo e expressando suas idéias, pois esses alunos são portadores de “necessidades” especiais, apresentando bom desempenho quando usamos de meios que potencializam seu “saber” e o impulsionam para novas realizações.
Visualizamos a escola como um local de construção do conhecimento e de socialização do saber, vislumbrando a eliminação das desigualdades, na busca de uma existência mais digna, mais livre e mais consciente, pois, no nosso entendimento, a maior limitação desses indivíduos é a falta de apresentação de meios potencializadores.
Esperamos que o único diferencial das PNEEs em relação aos demais seja a necessidade de recursos, sobretudo tecnológicos, que propiciem meios de adaptação em relação à sociedade e ao trabalho.
Referências
ALMEIDA, M. E. Proinfo: Informática e Formação de Professores.Vol. I. Secretaria de Educação e Ensino a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000.
BEGOSSO, F. P. A Contribuição da Informática no Desenvolvimento Sócio-Educacional do Portador de Paralisia Cerebral. 2001. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Ciências da Computação, UFSC, Florianópolis.
BRASIL. Parecer nº 17, de 03 de julho de 2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Conselho Nacional de educação – Câmara de Educação Básica. Brasília, 2001.
[1]CORTELAZZO, I.B.C.C. Portadores de Necessidades Especiais, Docência e Tecnologias: como vencer a exclusão? Seminário Avançado da linha de pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologia. Curitiba, PUC PR, 2005, p. 2.
[2]MANTOAN, M. T. E. Explorando o Ciberespaço nas Trilhas da Inclusão. Revista Pátio. Porto Alegre, Vol. VII, nº 26, pg. 53 – 55, maio/junho, 2003, p. 53.
MORAES, R. A. Informática na Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
RONCATO, S. D. Inclusão e Cidadania para Pessoas com Deficiência Mental: Uma Proposta Mediada Pelo Uso da Informática. 2004. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Educação. UTP. Curitiba.
SASSAKI, R. K. Inclusão, Construindo uma Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
VALENTE, J. A. Liberando a Mente: Computadores na Educação Especial. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1991.
Site pesquisado: www.boaaula.com.br/iolanda/fotumta/apresenta/jamine.doc
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